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Quebradeira do Postalis revela uma péssima governança, afirma Pestana

25/08/2015

 

Marcus Pestana levantou questões a respeito de tomada de decisões sobre investimentos na Postalis (Foto: Alexssandro Loyola/PSDB na Câmara)


Críticas à gestão e à tomada de decisões do Postalis foram algumas das questões levantadas nesta terça-feira (25/08) pelo deputado federal Marcus Pestana ao presidente do Instituto de Seguridade Social dos Correios (Postalis), Antonio Conquista, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura irregularidades nos fundos de pensão.
 
Indicado pelo PT em 2012, Conquista é investigado por sua gestão na entidade, que apenas nos últimos dois anos, causou prejuízo de R$ 2,6 bilhões nas contas do fundo, segundo reportagem divulgada pela Revista Época
 
“Essa situação de quebradeira total do Postalis, que coloca em risco o futuro dos trabalhadores dos Correios, revela uma péssima governança um fluxo decisório bastante frágil,” criticou Marcus Pestana ao direcionar perguntas ao atual presidente da Postalis, entre elas, sobre relacionamento do gestor com diversas empresas, administradoras de fundos e pessoas ligadas ao PT, como o ex-tesoureiro João Vaccari. 
 
Marcus Pestana questionou principalmente a forma como se dão as escolhas de investimentos, como as questionáveis aplicações na Usina Canabrava e no falido banco BVA, que também tem em sua cartela de investidores outros fundos de pensão.
 
“É impressionante essa preferência dos fundos por bancos de segunda linha. Vários foram citados. Mas o BVA, entre 2006 e 2012, alavancado pelos fundos, saiu do 108º lugar para 45º no ranking dos bancos.  Eu queria saber como se dá essa convergência, porque a Postalis, a Petros, por exemplo, foram procurar o BVA e títulos financeiros que não tinham nenhuma segurança. Só 15% dos títulos do BVA tinham mecanismos de garantia. Investiu-se dois meses antes e logo depois veio a intervenção [do Banco Central],” disse. 
 
O deputado ironizou: “Acho que meus alunos de economia talvez assessorassem melhor o Postalis do que o BNY Mellon e a assessoria técnica. Porque é de cair o queixo.” 
 
Suspeito de irregularidades, o BNY Mellon é uma das administradoras da Postalis responsável pela fiscalização dos investimentos. “É impressionante como consegue fazer uma gestão temerária e exótica”, afirmou Pestana. 
 
>> Assista à fala do deputado na CPI nesta terça (25/8): clique aqui.
 
 
 

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