//

Notícias > Lista de Notícias



PSDB questiona atuação de Ministério Público em investigação contra deputado Rogério Correia do PT

14/11/2013

 

O PSDB de Minas Gerais formalizou, nesta quinta-feira (14/11), ao Procurador Geral de Justiça do Estado, Carlos André Mariani Bittencourt, questionamento sobre a paralisação do andamento das investigações contra o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG). 
 
Há dois anos, os partidos políticos PSDB, PPS, PP e DEM protocolaram no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) representação pedindo que o deputado Rogério Correia fosse investigado pelo crime de improbidade administrativa pela utilização de recursos públicos a favor do conhecido falsário Nilton Monteiro que se encontra atualmente preso. 
 
Os partidos denunciaram o uso da estrutura do Poder Legislativo mineiro em assunto diverso e estranho à atividade parlamentar. No caso, como comprovado por gravações feitas pela Polícia Federal, a obtenção e fornecimento de modelos de assinaturas de políticos adversários do PT ao conhecido falsário, por ocasião do surgimento da fraude conhecida como lista de Furnas. 
 
Além disso, foi comprovada também a cessão de funcionário pago com recurso público para, em hora de expediente, atender aos interesses pessoais de Nilton Monteiro. A essa suspeita soma-se a revelação feita pela imprensa de que o parlamentar usou verbas de gabinete para pagar o escritório de advocacia que defendia o falsário. 
 
Para o presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana, é incompreensível que denúncia de tamanha gravidade possa permanecer paralisada por dois anos, sem que seja oferecida à sociedade nenhuma satisfação. “Prefiro não acreditar nas suposições de que o deputado petista seja blindado pelo Ministério Público em Minas, órgão que todos respeitamos e que é essencial para a fiscalização dos interesses da população. Por isso, preferimos formalizar o questionamento para saber o motivo da paralisação do inquérito há dois anos”, explicou Marcus Pestana. 
 
>> Leia aqui o Pedido de Celeridade formalizado ao Procurador Geral de Justiça. 
 
Saiba mais: 
 
Em 16 de dezembro de 2011, os partidos pediram ao MPMG que fossem investigadas as seguintes questões: 
 
- Uso de servidor dos quadros da Assembleia Legislativa, Simeão de Oliveira, em horário de expediente, para localizar documentos oficiais assinados por deputados estaduais e federais e da estatal federal Furnas Centrais Elétricas e para repassá-los ao falsário Nilton Monteiro. 
 
- Uso do servidor do Legislativo Carlos Alberto Torezani, assessor jurídico da bancada do PT/PCdoB, em horário de expediente, para acompanhar, defender e orientar Nilton Monteiro, em depoimento. 
 
- Uso de estrutura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, como gabinete e linhas telefônicas, para finalidades ilegais e incompatíveis com o exercício do mandato parlamentar.
 
Fonte: Agência de Notícias - PSDB-MG
 

+ Veja mais