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Processo danoso e perverso

06/02/2014

 

(Arte: PSDB Nacional)


A elevada carga tributária, a precária infraestrutura nacional, a alta dos juros no Brasil e a inércia da equipe econômica da presidente Dilma Rousseff inibem a competitividade da indústria brasileira, que passa por um momento de crise. Essa é a avaliação dos deputados Vanderlei Macris (SP) e Marcus Pestana. Para os tucanos, está em curso, numa velocidade acentuada, o processo de desindustrialização da economia.
 
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor cresceu 1,2% no ano passado, em comparação com 2012. Diferentemente do discurso otimista vendido pelo governo, a indústria amarga na gestão Dilma o pior desempenho desde o governo do ex-presidente Fernando Collor: uma retração média anual de 0,3%, que fez a produção das fábricas voltar ao nível do fim de 2009.
 
Na opinião de Macris, 1º vice-líder do PSDB na Câmara, o Palácio do Planalto criou um clima de desânimo para o setor produtivo. “Tivemos a falta de uma política de exportação que pudesse fortalecer a nossa indústria e uma abertura para importação desenfreada”, avaliou. O tucano explica o motivo pelo qual a área sofre: “Temos problemas com a economia, com o câmbio, com os juros altos e falta um projeto”.
 
Ministro petista promove má gestão
Marcus Pestana atribui o resultado negativo à condução do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT). Segundo ele, o petista deixa uma herança maldita. “Os homens públicos não devem ser julgados por sua retórica, suas palavras, suas intenções, mas pelos seus resultados. O resultado do ministro é o PIBinho de 2%, a regressão da nossa indústria e o maior déficit comercial desde que a série é apurada”, criticou.
 
De acordo com o deputado, Pimentel, que é amigo da presidente Dilma Rousseff, não levou nenhuma indústria importante a Minas Gerais, não ajudou a resolver o problema do metrô de Belo Horizonte e da rodovia da morte (BR-381), muito menos fez a duplicação da BR-040. “Nenhum dos problemas graves foi resolvido”, lamentou. O petista deve deixar o ministério até o fim de fevereiro para disputar o Governo de Minas.
 
Os resultados ruins fizeram o mercado revisar as estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013. As expectativas de parte dos analistas são de que a economia brasileira, no último trimestre, tenha aumentado, no máximo, em 0,4%. Para este ano, as previsões para o crescimento giram em torno de 1,5%.
 
O IBGE lista uma série de problemas da indústria: um aumento de produtos importados, menor demanda internacional, estoques elevados e comprometimento da renda das famílias. Para piorar, veio o aperto monetário do Banco Central — que elevou a taxa básica de 7,25% ao ano, em abril do ano passado, para 10,5% no mês passado.
 
Vanderlei Macris diz que o governo não estimula a competitividade. “Somos hoje o país que mais penaliza os produtos nacionais em função do excesso de tributos”, afirmou. “Estamos voltando no tempo, quando o Brasil era apenas exportador de matéria-prima. Entramos em um processo de industrialização acelerado e agora estamos nos desindustrializando novamente. Isso é um preço caro para o Brasil”, alertou.
 
Fonte: PSDB na Câmara (Reportagem: Gabriel Garcia / Arte: PSDB Nacional)

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