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Para tucanos, reprovação recorde de Dilma reflete crise e estelionato eleitoral

02/07/2015

 

Imagens: reprodução – relatório CNI-Ibope


Deputados do PSDB atribuíram o recorde de rejeição da sociedade à presidente Dilma à crise política, econômica e social instalada no governo do PT e no país. De acordo com pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira (1º), apenas 9% da população consideram o governo ótimo ou bom. É o pior índice de aprovação de um governo desde a redemocratização. Ou seja, a popularidade de Dilma é mais baixa até do que a dos ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor.
 
Confira a íntegra do relatório com os números do levantamento: 
 
O percentual dos brasileiros que avaliam o governo ruim ou péssimo subiu de 64%, em março, para 68% em junho. A aprovação da maneira de governar de Dilma recuou de 19% para 15% e o percentual da população que confia na presidente caiu de 24% para 20%. As maiores reduções da popularidade ocorrem nos estratos em que a presidente tende a ser melhor avaliada, ou seja, entre as pessoas com renda familiar baixa, no Nordeste, e entre os que possuem menor escolaridade.
 
>>Ouça a reportagem aqui.
 
Na avaliação do líder em exercício do PSDB, deputado Nilson Leitão (MT), a pesquisa reflete o resultado da soma das trapalhadas de Dilma, de um ‘desgoverno’ de mentiras e, acima de tudo, da corrupção. “Essas três coisas têm levado a presidente a perder toda a credibilidade e possibilidade de governar. Está na hora de Dilma se vestir de espírito público e renunciar ao mandato. Ela não tem mais possibilidade de governar, pois  já terceirizou tanto a economia quanto a política”, sugeriu. 
 
Para o deputado Carlos Sampaio (SP), a explicação para esses dados é muito fácil: incompetência, mentira e corrupção. Já o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, ironizou. “Acho que desde a Idade Média não assistimos um cenário em qualquer país em que a popularidade da presidente começa a ser menor do que a própria inflação.” 
 
A deputada Mariana Carvalho (RO), por sua vez,atribuiu a grande rejeição de Dilma a atitudes que têm prejudicados os brasileiros. “Ela tem jogado todos os problemas para a população e isso reflete no dia a dia das pessoas, até mesmo por causa das mentiras e falsas promessas feitas na campanha”, disse.
 
A parlamentar citou como exemplo os percalços enfrentados pelos estudantes em programas que eram vitrines da presidente, como o FIES e o Pronatec, e lembrou que a crise na economia contribui para a rejeição da petista. “Temos tentado mostrar os melhores caminhos, mas ela cada vez mais fecha os olhos. Percebemos isso nos discursos desconexos dela e não conseguimos entender como ainda ocupa um cargo de tanta importância, no qual deveria defender a população brasileira”.
 
O deputado Vitor Lippi (SP) afirmou que o péssimo desempenho mostra o sentimento da população: o de total descrédito. “Estamos com mais de meio milhão de desempregados a mais neste ano, uma onda de escândalos de corrupção sem fim, somos campeões de violência no mundo e todos estão preocupados com o país. Esse resultado é consequência do desgoverno instalado no país”, disse.
 
Ações reprovadas – As políticas de juros e impostos permanecem como as áreas com piores avaliações, ambas com 90% de desaprovação. Em seguida, saúde e combate à inflação com 86% de rejeição. “As filas dos hospitais estão cada vez maiores, o desemprego cresce e as decisões do governo são sempre equivocadas. O país precisa ser revisto. É hora de Dilma pedir para sair”, cobrou Lippi.
 
A desaprovação da maneira de governar da presidente alcançou 83%, e nem mesmos os que votaram em Dilma acreditam nela: a confiança na presidente entre seus eleitores caiu de 42% para 34%. “Isso é fruto de uma crise econômica aguda que infelizmente só está começando, do maior escândalo da história brasileira e do esgarçamento da base de apoio”, avaliou o deputado Marcus Pestana (MG). Para ele, o Congresso terá que, junto à sociedade, apontar uma alternativa para um governo que “nem o PT e nem seu criador, o ex-presidente Lula, apoia”.
 
O deputado Pedro Vilela (AL) usou a tribuna da Câmara para comentar o resultado da pesquisa. “Apenas 9% do povo consideram seu governo ótimo ou bom e isso não é à toa. É pouco diante do que o governo pratica e do mar de corrupção que o país está atoado e da incompetência na gestão pública. O país está sem rumo e com o pessimismo tomando conta. Não sei até quando o Brasil vai aguentar essa senhora decidindo os rumos da nação”, criticou. 
 
A maior queda na popularidade de Dilma ocorreu entre os entrevistados com até a quarta série da educação fundamental. Para esse grupo o percentual que considera o governo como ótimo ou bom caiu de 18% para 13%. A região Nordeste é aquela onde houve a maior queda no percentual dos que consideram o governo como ótimo ou bom (5 pontos percentuais a menos): agora são 13%. A queda de popularidade entre os nordestinos se reflete no percentual daqueles que aprovam a maneira de governar da presidente (de 26%, em março, para 21%, em junho) e que confiam na presidente Dilma (de 34% para 28%). No Sudeste só 8% avaliam o governo como ótimo ou bom.
 
Nas redes sociais, diversos parlamentares repercutiram os resultados da pesquisa CNI/Ibope. Ao comentar os números, o deputado Samuel Moreira (SP) disse que “conversa fiada não esconde a real situação”. Otavio Leite (RJ) afirmou que o governo está “Ladeira abaixo”. “Governo mostra a que veio e o brasileiro, infelizmente, está sentindo o peso de tanta incomPeTência”, postou.
 
“São cada vez menores os índices de aprovação e de confiança no governo do PT. A insatisfação é histórica! A população reprova com veemência a política de juros exorbitantes, a inflação descontrolada e o crescente desemprego característicos deste governo”, disse Alexandre Baldy (GO), pelo Twitter. Também no microblog, Vanderlei Macris (SP) afirmou que a presidente está “chegando ao fundo do poço”.
 
>> Veja discurso de Marcus Pestana:
 
 
 
Fonte: PSDB na Câmara (Reportagem: Djan Moreno/ Imagens: reprodução – relatório CNI-Ibope/Áudio: Hélio Ricardo)

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