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O tema da democracia é pouco valorizado na nossa cultura política, afirma Pestana

19/05/2015

 

Na Comissão da Reforma Política, Marcus Pestana pediu a parlamentares que reflitam sobre as mudanças (Foto: Luis Macedo/Agência Câmara)


Na reunião da Comissão Especial da Reforma Política, nesta terça-feira (19/05), o deputado federal Marcus Pestana, segundo vice-presidente da Comissão, pediu aos parlamentares que reflitam sobre o tema central da reforma política, que, em sua opinião, é a aproximar a sociedade e seus representantes. 
 
“Há muitos temas, coincidência [de mandatos], fim da reeleição, financiamento, regulação da propaganda eleitoral. Mas o tema central é a democracia, que é muito pouco valorizado na nossa cultura política. Achar que o objetivo da reforma política é garantir as condições para se reeleger é uma visão tacanha”, afirmou. 
 
“É normal um sistema que dispara 1.300 [candidatos a] deputados federais, perseguindo 32 milhões de votos em São Paulo, num território quase do tamanho do Japão, da Alemanha ou da Itália. É comum isso? O eleitor tem condição de comparar os 1.300? Essa escolha tem qualidade?”, questionou Pestana. 
 
O deputado defendeu a importância do “accountabillity”, isto é, prestação de contas do parlamentar sobre suas ações do mandato. “É normal num país como o nosso 70% dos eleitores não saberem o nome do deputado em quem votou?”, indagou.  Ele também apontou outros objetivos centrais da reforma: melhorar o processo, baratear as campanhas, reduzir o poder econômico e fortalecer os partidos. 
 
Assista o pronunciamento na íntegra:
 

 

Imagens: TV Câmara

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