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Maior controle por parte dos Fundos de Pensão é grande aprendizado, afirma Pestana em CPI

16/02/2016

 

Marcus Pestana ressaltou aprendizado e aperfeiçoamento na legislação dos Fundos de Pensão (Foto: Lucio Bernardo Jr/Câmara dos Deputados)


Além de propor indiciamentos e a continuidade de investigações, os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão deixam também grande aprendizado, de acordo com o deputado federal Marcus Pestana, sub-relator da CPI, em sessão desta terça (16/2). “Para o associado, é muito importante o controle social e o aperfeiçoamento da legislação que vamos gerar,” disse. 
 
O parlamentar criticou os investimentos de alto risco praticados pela previdência das principais estatais do país, como Correios (Postalis), Caixa (Funcef) e Petrobras (Petros), e que resultaram em grandes prejuízos para os trabalhadores e pensionistas. Para Marcus Pestana, a gestão dos investimentos dos fundos deve seguir uma linha conservadora.
 
“Uma coisa é perder dinheiro na Petrobras ou na Vale, que têm balanços publicados nos grandes jornais, são submetidos a mecanismos de auditoria. Outra coisa é o sagrado dinheiro da previdência ser colocado em aventuras, com alta rentabilidade, mas com títulos e garantias de baixíssimas qualidades. Eu, como sou um investidor conservador, só o nome ‘RockStar Marketing e Dreaming Rock Entretenimento’ já gera alguma suspeita”, afirmou ao mencionar algumas das empresas que receberam aportes dos fundos de pensão.
 
A sessão desta terça-feira ouviu o presidente do Trendbank, Adolpho Júlio da Silva Mello Neto. O Trendbank administrava fundos de investimento e em 2012, um ano antes de ser fechado, recebeu um aporte de R$ 73 milhões dos fundos de pensão Petros e da Postalis.
 
O presidente Adolpho Neto, que não é investigado, foi questionado sobre sua relação com Paulo Torres – executivo do Trendbank mencionado em delação do doleiro Enivaldo Quadrado. Linha de investigação da Lava Jato aponta Quadrado como um dos articuladores de esquema operado pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e Alberto Youssef, com dinheiro dos fundos de pensão. 
 
Veja o pronunciamento na íntegra:
 


Com informações da Agência Câmara Notícias / Imagens TV Câmara
 

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