//

Notícias > Lista de Notícias



Indústria perde peso na economia, diz Pestana

13/11/2013

 

No plenário da Câmara, Pestana falou de economia, reforma política e programa Mais Médicos (Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)


O deputado Marcus Pestana criticou a condução da política econômica pelo governo federal. De acordo com Pestana, taxas de juros altas, inflação e ambiente regulatório instável são alguns dos elementos que tornam o “horizonte nebuloso” a médio e longo prazo.
 
“O Brasil está virando, novamente, um modelo agroexportador, como era antes de 1930, antes de Getúlio. E isso paralelo a uma clara desindustrialização. A nossa indústria está perdendo competitividade e está perdendo peso na economia nacional”, alertou. Pestana denominou a atuação do governo de “intervencionismo desorganizador”, e afirmou que o leilão de Libra foi um “fracasso”.
 
Assista ao pronunciamento na íntegra:
 
 
 
“O termômetro do capitalismo, na economia de mercado, é a competição. Foi um erro a mudança do marco regulatório para a partilha. A credibilidade é baixa, e a política econômica não goza de confiança dos investidores. A prova disso é foi o fracasso do leilão de Libra, joia da coroa”, disse.
 
O deputado criticou também o programa Mais Médicos, e destacou que a saúde é apontada nas pesquisas como a maior preocupação dos brasileiros. Para ele, a carência de médicos no interior é um problema estrutural, que não deveria se resolver por meio de medida provisória. “Era tipicamente um assunto para projeto de lei, a ser amplamente debatido no Congresso Nacional. Por que é que os médicos não vão para o interior? Por que é que promotores e juízes vão para o interior?”, questionou, destacando que falta uma estruturação da carreira.
 
Para o deputado, boa parte dos problemas do País se deve à baixa qualidade do sistema político. “Essa relação eu caracterizo como presidencialismo imperial de cooptação, onde a maioria é formada, não com base em convergências programáticas, mas com base em emendas orçamentárias, benesses, obras e cargos; com o loteamento da máquina pública, uma máquina inchada dos inacreditáveis 40 Ministérios.”
 
Fonte: Jornal da Câmara - edição 12/11/2013 | no 3105 ano 15
 

+ Veja mais