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Governo do PT, até quando acerta, faz do jeito errado, diz Pestana sobre expectativa de alta inflação

25/01/2016

 

Marcus Pestana destaca a má condução política do governo do PT que resulta em recessão (Foto: Alexssandro Loyola/PSDB na Câmara)


A decisão do Banco Central de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 14,25% ao ano elevou as expectativas de inflação para os próximos anos. A chamada “inflação implícita”, calculada com base nas taxas de retorno dos títulos da dívida do governo, já mostra sinais de deterioração. Títulos com vencimento em um ano que apontavam inflação de 9,41% na segunda-feira, por exemplo, já chegavam a 9,68% na quinta (21/01).
 
Para o deputado federal Marcus Pestana, o governo federal não consegue acertar na condução da política econômica brasileira. “O governo do Partido dos Trabalhadores, dirigido por Dilma Rousseff, até quando acerta faz do jeito errado. É um governo tão desastrado que consegue jogar mais lenha na fogueira da crise”, afirmou.
 
O parlamentar, que também é economista, avaliou que com a economia desaquecida e em uma recessão profunda, a paralisação da atividade econômica, o crescimento negativo de 3%, e os maiores juros reais do mundo, um aumento da taxa Selic não faria sentido, já que o aumento serviria apenas para desaquecer a economia, que já está “dando marcha ré”, ou para atrair o capital externo para fechar a balança de pagamentos.
 
“Não é o caso porque o Brasil não está com problema de dólar. A nossa crise é em real, é uma crise doméstica, principalmente de desequilíbrio fiscal, desorganização e desmoralização da responsabilidade fiscal e do equilíbrio orçamentário”, explicou. Ainda assim, Pestana ressaltou que a manutenção da taxa Selic em 14,25% – mesmo quando as manifestações anteriores do BC indicavam um caminho diverso – apenas para atender aos desejos do governo federal acabou “dinamitando a credibilidade do Banco Central”.
 
Inflação em 2016
Durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, o ministro da Fazenda Nelson Barbosa prometeu estabilizar a atividade econômica até o terceiro trimestre de 2016 e voltar a crescer já no quarto trimestre. Enquanto o mercado projeta o IPCA em 7% neste ano, o governo tem esperanças que a inflação fique em 6,5%.
 
Na avaliação do deputado Marcus Pestana, a queda da inflação terá um “custo elevadíssimo”: uma recessão profunda, dois anos de crescimento negativo e um horizonte que já compromete 2017.
 
“A inflação recente se deve à má condução da política econômica. Represaram artificialmente o preço do diesel, da gasolina, da energia elétrica, e aí tiveram que dar uma pancada depois da eleição. Fizeram a manipulação grosseira para ganhar as eleições, e depois tiveram de fazer um reajuste brusco nos preços administrados”, salientou. “Acredito que a inflação não vai ficar no patamar de 2015, na casa dos 10%. Vai cair um pouquinho, mas vai estar longe do limite superior do sistema de metas inflacionárias”.
 
O parlamentar destacou ainda uma outra “face perversa” da crise econômica que pode atingir em cheio a população brasileira: o desemprego.
 
“O desemprego que já atinge nove milhões de brasileiros poderá chegar no final do ano, graças a esse arrocho na economia, a esse desaquecimento brutal na atividade econômica, a 11 milhões de brasileiros, infelizmente. Isso é graças a falta de credibilidade, de confiança da sociedade, do mercado, dos investidores, no governo Dilma. A economia brasileira – e a Argentina está mostrando isso muito bem –, para retomar o crescimento, terá que certamente passar por uma mudança política, uma mudança de orientação, uma mudança de governo. Esse é o dilema brasileiro”, completou o tucano.
 
Fonte: PSDB.org.br

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