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Governo de Dilma ignorou áreas essenciais e priorizou estádios de futebol, afirmam tucanos

12/05/2014

 

Para Marcus Pestana, uma das heranças do Governo Dilma é o baixo crescimento do país (Foto: Alexssandro Loyola/PSDB na Câmara)


A onda de protestos que volta às ruas do país a pouco mais de um mês do início da Copa do Mundo demonstra a insatisfação dos brasileiros com o governo de Dilma Rousseff, marcado pela inércia diante dos clamores populares e por priorizar altos investimentos que não vão repercutir na vida dos cidadãos.
 
Segundo deputados do PSDB, a petista e sua equipe nada fizeram para melhorar áreas essenciais, como saúde, educação e segurança, como reivindicaram os manifestantes de junho de 2013, e  investiram pesado na construção de estádios de futebol.
 
“Infelizmente, a Copa foi mais uma oportunidade que o PT perdeu para avançar nas obras que melhorem a vida das pessoas e era o que elas esperavam”, disse o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), há um mês.
 
Povo nas ruas – Durante a quinta-feira (08/05), houve agitação popular em boa parte do Brasil: marchas e bloqueio de vias em São Paulo, transporte público parado no Rio de Janeiro, funcionários públicos em greve em Fortaleza (CE) e Salvador (BA), rodoviários de braços cruzados em Florianópolis (SC), Campinas (SP) e Manaus (AM).
 
 Ouça a reportagem com os tucanos.
 
Na capital paulista, integrantes de movimentos sociais ocuparam e picharam as sedes de algumas construtoras responsáveis pela construção dos estádios para a Copa. Segundo eles, essas empresas lucram com o evento esportivo em detrimento da população, que necessita de serviços básicos e de moradia.
 
De acordo com o Protestômetro, indicador criado pela “Folha de S.Paulo” para registrar protestos nas dez maiores regiões metropolitanas, já foram realizadas pelo menos 193 manifestações desde 31 de março. A média é de quase cinco por dia.
 
Para o deputado Marcus Pestana, o momento do governo petista é delicado, e o horizonte para o país, desanimador. “A administração de Dilma Rousseff deixa como herança o crescimento baixo, a inflação alta, o desequilíbrio externo  e a desindustrialização”, disse.
 
O “conjunto da obra” petista, afirmou ele, gera uma insatisfação que não se esgotou com o esvaziamento dos protestos no ano passado, assim que despontaram minorias radicais que espalharam a violência e destruíram prédios públicos, bancos, lojas e paradas de ônibus.“O sentimento foi para casa, mas não abafado. Por isso, as manifestações ressurgem”, destacou Pestana. “A população tem uma expectativa de um desenvolvimento mais acelerado que não ocorreu na velocidade que ela gostaria”, acrescentou.
 
Índices preocupantes – O descontentamento generalizado já repercute nas pesquisas de opinião. Segundo o Datafolha divulgado na sexta-feira (09/05), a soma de avaliações regular e ruim/péssimo do governo Dilma chega a 64%.
 
De acordo com o deputado Vaz de Lima (SP), a insatisfação dos brasileiros é resultado da falta de ação do governo em áreas primordiais e dos inúmeros casos de corrupção e malversação do dinheiro público que envolvem a administração do PT. “Estão todos muito descontentes com a roubalheira”, disse.  
 
“O governo nada fez para melhorar após as manifestações de 2013. Pelo contrário. Vieram à tona vários escândalos, principalmente na Petrobras, o que revolta a população”, completou o deputado Carlos Brandão (MA).
 
Como exemplo de malversação de recursos dos contribuintes, o parlamentar do Maranhão citou os financiamentos feitos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para ampliação do metrô de Caracas, na Venezuela, e para a obra do Porto de Mariel, em Cuba, que consumiu US$ 682 milhões do banco de fomento. “Quer dizer, resolve problemas de outros países e não resolve os problemas do Brasil?”, criticou Brandão.
 
Riscos – Para o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), a situação de Dilma Rousseff é crítica, e os protestos são reflexos da gestão do PT. “Há um sentimento generalizado de insatisfação na sociedade. Corremos o risco de ter nas eleições uma presidente que não pode se apresentar em público”, disse à “Folha de S.Paulo” de quinta-feira (8).
 

Fonte: PSDB na Câmara (Reportagem: Luciana Bezerra/ Fotos: Alexssandro Loyola/ Áudio: Hélio Ricardo)

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