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Em seminário, Marcus Pestana reafirma urgência das reformas estruturantes

26/04/2017

 

Marcus Pestana falou sobre crise e reformas propostas pelo governo federal (Foto: equipe do ITV)


É preciso estar consciente de que as reformas estruturantes em tramitação no Congresso são fundamentais para que o país volte a crescer, seja mais justo e sustentável. A afirmação foi feita pelo presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV), José Aníbal, durante debate com gestores que participam do IV Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável (EMDS), em Brasília, na terça (25/04). "Não há sustentabilidade e não há possibilidade de se fazer uma boa gestão se não houver um ambiente organizado do ponto de vista regulatório, o que não é possível sem as reformas propostas".
 
"Os brasileiros precisam assumir esse compromisso. Os parlamentares não podem se intimidar. O Brasil ainda é um país muito desigual e essa desigualdade começa na Previdência, onde 68% dos beneficiários recebem salário mínimo", completou Aníbal. O que vemos hoje, reforçou o presidente do ITV, é a maioria de não-beneficiados falando em nome de uma minoria de privilegiados pelo sistema previdenciário. "São esses privilegiados que não querem as mudanças", completou.
 
 
Modelo atual compromete o futuro
"Só fazemos reformas estruturantes quando o modelo se esgota e impõe mudanças, quando o país patina e os gargalos comprometem o futuro", ressaltou o deputado federal Marcus Pestana, diretor de Estudos e Pesquisas do ITV. Segundo ele, o Brasil vive um dos momentos mais complexos de sua história, com uma crise de vertentes políticas e econômicas, cuja face mais evidente é o alto índice de desemprego. "Precisamos ter consciência dessa situação para encarar as reformas, para provocar as mudanças necessárias à saída desse ciclo vicioso", completou.
 
Deputado Marcus PestanaPestana afirmou aos gestores municipais que o Brasil entrará de outra forma em 2018 com a aprovação das reformas da Previdência, trabalhista e tributária. "Dilma Rousseff nos deixou, além da crise econômica, um ambiente muito subjetivo, de intervencionismos atrapalhados que minaram os fundamentos da economia. Temos agora uma pequena reversão, mas para que seja sustentável, tem que haver as reformas", disse. "Elas também afetam os municípios pelo lado da receita, uma vez que permitirão a retomada do crescimento".
 
O deputado fez um breve relatório sobre o andamento das reformas no Congresso Nacional. As mudanças nas leis trabalhistas provavelmente serão aprovadas ainda esta semana pela Câmara, assegurando direitos de empregados e criando um marco regulatório mais moderno para as relações empregado-empregador. A reforma tributária, que deve ser votada no segundo semestre, vai tratar, num primeiro momento, da simplificação do sistema arrecadatório e, mais adiante, da questão redistributiva. 
 
"A reforma da Previdência é a mais difícil, porque enfrenta os interesses individuais de curto prazo. Além disso, as pessoas não acreditam que o sistema possa quebrar. Mas pode. E o estado de Rio de Janeiro é prova disso", afirmou Pestana. Qualquer sistema previdenciário, completou, precisa ser sustentável e justo, mas o brasileiro não é. "A nossa Previdência faz hoje um Robin Hood às avessas, transferindo dos mais pobres para os mais ricos", disse, reforçando que atualmente 54% dos gastos operacionais do setor público são com previdência. Sem reforma, esse percentual será de 82% em 20 anos. "Sobrarão 18% para investimentos nas demais políticas públicas. É uma questão de prioridades: o Brasil vai querer bancar a Previdência em detrimento de saúde, educação, segurança e outros setores?"
 
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Fonte: ITV.org.br

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