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Em audiência com Gilmar Mendes, Pestana questiona esgotamento do sistema político

30/11/2016

 

(Foto: Alexssandro Loyola/PSDB na Câmara)


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, participou nesta terça-feira (29/11) de audiência pública na Comissão Especial sobre Reforma Política. Questionado pelo deputado Marcus Pestana, um dos autores de requerimento para a vinda do ministro, o magistrado disse que o financiamento de campanha com doações de pessoas físicas e utilização do fundo partidário exige mudanças no modelo eleitoral.
 
Gilmar Mendes participou de reunião de audiência pública na Comissão Especial sobre Reforma Política, na manhã desta terça-feira (28). Durante os debates, Pestana afirmou sua paixão pela vida pública, com 34 anos dedicados a serviço da sociedade. Ele lamentou o atual sistema de financiamento. “No Brasil da Lava Jato, o financiamento privado de campanha está condenado à morte”, afirmou.
 
Segundo ele, a experiência das últimas eleições será alvo de muitos questionamentos jurídicos. “Percebi um autofinanciamento de milionários e no quesito doação de pessoa física serviu de biombo para o caixa dois envolvendo corrupção e rede de “laranjas”.
 
O parlamentar falou de sua preocupação com o esgotamento do sistema político brasileiro. “Estamos chegando ao limite do sustentável, à beira de uma grave crise de governabilidade”, disse ele. Segundo o tucano, pesquisas indicam que um ano depois do pleito eleitoral, 70% dos eleitores não lembram sequer do nome do candidato em quem votaram.
 
Pestana ressalta, no entanto, a dificuldade de consenso para aprovar a reforma eleitoral. Ele lembra que a reforma de 2015 foi a única a ir a Plenário. As de 2011 e 2013 fracassaram. “A lista fechada para candidaturas, por exemplo, obteve 21 votos quando precisava de 208 para ser aprovada. O maior número de votos foi para o chamado distritão, que tinha o apoio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha: 206 votos.”
 
Ele critica ainda a falta de racionalidade do sistema brasileiro, a exemplo do que ocorre no estado de São Paulo: 1,4 mil candidatos a deputado federal, correndo atrás de 32 milhões de votos num território maior que o Reino Unido.
 
>> Veja questionamento na íntegra:
 

Fonte: PSDB na Câmara

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