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Deputados voltam a condenar tentativa petista de desmoralizar CPI da Petrobras

06/08/2014

 

Deputados do PSDB voltaram a criticar na terça-feira (5/08) a tentativa do PT e da presidente Dilma Rousseff de perverter as funções e os objetivos de uma comissão parlamentar de inquérito, conforme denunciou a revista “Veja” no fim de semana. Visando esclarecer os fatos, o deputado Carlos Sampaio (SP) ingressou com mais uma ação pedindo investigação de personagens envolvidos na operação para transformar a CPI da Petrobras em jogo de cartas marcadas.  Na segunda-feira o tucano já havia solicitado ao Ministério Público apuração da conduta de senadores petistas suspeitos de participação na trama. 
 
A publicação semanal divulgou um vídeo no qual três servidores da Petrobras discutem cada passo do esquema de antecipação de questionamentos a depoentes da comissão parlamentar de inquérito em andamento no Senado. Segundo “Veja”, servidores do Senado e da Presidência da República também participavam da elaboração dos kits de perguntas e respostas que foram distribuídos ao ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli, ao ex-diretor Nestor Cerveró e à atual presidente da companhia, Graça Foster.
 
 A denúncia colocou sob suspeita, especialmente, a conduta do relator da comissão, senador José Pimentel (PT-CE), responsável pela maioria das indagações feitas aos depoentes.
 
 “É uma vergonha você ver servidores do Senado e da Presidência da República nesse episódio. É muito mais vergonha admitirmos a hipótese de que senadores fazem parte de uma farsa para denegrir a imagem de comissões parlamentares de inquérito, que são os instrumentos mais importantes de investigação do Congresso Nacional”, lamentou o deputado Carlos Sampaio (SP), promotor de Justiça licenciado e um dos parlamentares com mais experiência em CPIs. 
 
Questionado sobre a notícia de que a reunião divulgada pela revista teria ocorrido no gabinete da presidência da Petrobras em Brasília, conforme revelou “O Estado de S.Paulo” nesta terça, o tucano disse que o “PT tem dificuldade para diferenciar o público do privado”. “Essa CPI foi constituída para proteger a presidente Dilma e não investigar o que quer que seja. Só que agora aquilo que a oposição afirmava tornou-se prova”, completou.
 
Para o líder da Minoria, deputado Domingos Sávio (MG), a farsa encenada pelos governistas na CPI da Petrobras demonstra que o colegiado foi transformado num instrumento de tapeação. “Ficou provado que o governo queria enganar o Brasil. O que temos hoje é um governo que tem tendência autoritária”, disse. “Para nossa tristeza, temos muitos parlamentares da base que estão envergonhando a nação. Normalmente, são figuras que fazem isso a troco de cargos para si ou para apadrinhados”, acrescentou.
 
No plenário da Câmara, o deputado Marcus Pestana (MG) afirmou que o episódio desmoraliza o Poder Legislativo federal. “A CPI tem poder de investigação equivalente ao Poder Judiciário. Imagina o promotor público e o juiz combinando perguntas e respostas com o réu? Isso abalou profundamente uma já combalida imagem institucional do Congresso”, lamentou.
 
Pedido de apuração
O lider Carlos Sampaio protocolou na Procuradoria da República do Distrito Federal (PGDF) pedido de apuração das denúncias de fraude na CPI da Petrobras.
 
A representação é contra Sérgio Gabrielli, Graça Foster, Nestor Cerveró, Paulo Argenta (servidor da Secretaria de Relações Institucionais), Marcos Rogério de Souza e Carlos Hetzel (ambos assessores do Senado), além dos três servidores da companhia que protagonizaram o vídeo divulgado por “Veja”: o chefe de gabinete da Petrobras em Brasília, José Eduardo Sobral Barrocas; o chefe do departamento jurídico da estatal em Brasília, Leonan Calderaro Filho, e o advogado Bruno Ferreira.
 
Ontem, o tucano protocolou representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e José Pimentel (PT-CE), citados na reportagem da revista por suposta participação no envio das perguntas aos depoentes.
 
Fonte: PSDB na Câmara

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