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Deputado rebate ministro e aponta fragilidades no Mais Médicos

08/05/2014

 

Deputado Marcus Pestana questionou ministro sobre relações trabalhistas no Programa Mais Médicos (Foto: Alexssandro Loyola/PSDB na Câmara)


O deputado Marcus Pestana rebateu as declarações do ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, de que os profissionais que atuam no programa Mais Médicos participam de um intercâmbio internacional de ensino, pestanapesquisa e extensão. Segundo o ministro, os médicos recebem bolsas e ajuda de custo e, por isso, não há vínculo empregatício. Para o tucano, há uma clara contradição entre a fala do ministro e o programa na prática.
 
“Quem conhece a realidade sabe que o Mais Médicos não tem nenhuma dimensão relevante de ensino e pesquisa. É prestação de serviço”, disse durante audiência pública com o ministro promovida nesta quarta-feira (07/05) pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Trabalho, de Administração e Serviço Público.
 
Ao responder um questionamento de Pestana sobre a remuneração dos médicos, o ministro se confundiu e chamou de “salário” a “bolsa” que os profissionais recebem. Ao perceber o equívoco o ministro corrigiu a expressão. “Freud dizia que a verdade é revelada por ato falho. O ministro Manoel Dias tropeçou ao me responder”, destacou Pestana. “Tudo que é bom em política pública é simples e autoexplicável. Quando precisa manipular as palavras, tirar o sentido, aí o salário vira bolsa, e a prestação de serviço vira ensino e pesquisa”, completou.
 
Para o deputado, a presidente Dilma Rousseff e o PT não conseguem esconder que o Mais Médicos atropelou a Constituição e a CLT, rompeu com os médicos brasileiros e pôs cubanos na semi-escravidão. “Existem médicos brasileiros dedicados e a maioria é integrada ao SUS. Nós temos que contar com os nossos profissionais brasileiros e achar saídas sustentáveis porque os cubanos estão numa situação de semi-escravidão sim”, afirmou ao destacar que a situação dos profissionais é anômala.
 
De acordo com o parlamentar, ainda é cedo para avaliar a qualidade do programa, que só será medida com o tempo. O deputado disse ainda que os médicos brasileiros não vão para o interior do país porque não há carreira definida.
 
Fonte: PSDB na Câmara (Reportagem: Alessandra Galvão)

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