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Deputado profere palestra sobre o SUS na Faculdade Suprema, em Juiz de Fora

26/10/2015

 

Na Faculdade Suprema, em Juiz de Fora, deputado falou sobre SUS aos estudantes e profissionais da saúde (Foto: Assessoria Faculdade Suprema)


O deputado federal Marcus Pestana abriu o Ciclo de Conferências do Programa Integrador, na Faculdade Suprema de Juiz de Fora, nesta segunda (26/10), com o tema "O sistema público de saúde no Brasil". A instituição reúne estudantes e profissionais de diversos cursos da área da Saúde, como Medicina, Fisioterapia, Enfermagem, entre outros.
 
Marcus Pestana iniciou a conferência explicando que o Sistema Único de Saúde (SUS) como conhecemos hoje surgiu com a Constituição Federal de 1988, que propôs um novo e ousado paradigma para a saúde nacional, baseada nos princípios da universalidade, da integralidade e da equidade.
 
Segundo Pestana, o Brasil foi de um extremo, no qual o Governo Federal centralizava praticamente toda a gestão e os recursos da saúde, a outro, no qual a municipalização é a nova forma de gerenciamento e a saúde recebe investimentos das três esferas de poder: Federal, Estadual e Municipal. "Com a Constituição de 88, o sistema de saúde foi descentralizado, municipalizado, o que trouxe muitos avanços, mas também gerou uma série de problemas. Acho que a integralidade tem que ser melhor trabalhada, ainda está muito aberta", afirmou.
 
O deputado apresentou números sobre o quadro da saúde nos municípios mineiros. Segundo ele, o Estado possui 600 hospitais, mas, destes, um terço têm até 30 leitos, 60% têm até 50 leitos e apenas 79 hospitais têm mais de cem leitos.
 
"Não tem como ter um tomógrafo, por exemplo, em cada cidade. Por isso que, em outros países, o sistema é regionalizado. Precisamos de uma boa atenção primária à saúde, um bom sistema de transporte e de boas estradas para que os pacientes possam ser atendidos com mais qualidade e rapidez. O SUS não precisa ser caótico, como muitas vezes é mostrado na imprensa. Temos bons exemplos de excelência pelo país, como o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ), que é 100% SUS, mas com padrão de hospital particular, mas muito ainda precisa ser feito para que estes exemplos se repitam com mais frequência. Precisamos fazer mais e melhor, já que o dinheiro na área de saúde é curto", afirmou.
 
De acordo com Marcus Pestana, o grande desafio atual é obter mais recursos para a área de saúde e melhorar a gestão. Enquanto, no Brasil, são investidos em média 300 dólares por habitante ao ano, em outros países, esse investimento é muito maior. Em Portugal, por exemplo, são investidos 1.500 dólares por habitante/ano; na Espanha, 2.200 dólares, no Reino Unido e no Canadá, 2.500 dólares e, nos Estados Unidos, 3.200 dólares.
 
Na conferência, o deputado destacou o modelo de ensino adotado na Suprema. "O que vocês fazem aqui representa bem o que estou falando. Vocês estão trabalhando a integralidade, a multidisciplinaridade, desde o início do curso, e isso é fundamental na área da saúde. Uma atenção primária boa faz toda a diferença na qualidade de vida das pessoas. Pesquisas mostram que diabéticos e hipertensos que eram acompanhados desde o início demoravam muito mais para precisar de hemodiálise", reforçou Pestana.
 
 
Fonte: Assessoria da Faculdade Suprema

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